sábado, 5 de fevereiro de 2011

O poder do amor

O Despertar do Engenheiro surgiu da minha vontade de filosofar sobre assuntos espirituais à luz da razão. Embora eu não utilize o menor rigor científico, pois aqui escrevo o que bem entendo, ainda assim gosto de analisar as coisas de forma mais racional. Esse é o meu jeito de ser.

Mas, como escrevi sobre solidariedade e amor na minha última postagem, quero aproveitar para compartilhar com vocês uma história da qual eu gosto muito. Não tem nada a ver com ciência. Trata-se de um trecho do livro No Mundo Maior, do espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Desde que o li pela primeira vez tenho refletido muito sobre a sua mensagem. Espero que vocês também gostem.

Nesta passagem, André Luiz e Calderaro, seu instrutor espiritual, estão observando dois espíritos. Um deles é um doente encarnado que, no momento, encontra-se desdobrado de seu corpo físico através do sono. O outro é seu obsessor, um inimigo espiritual que está prejudicando a vida dele na tentativa de acertar as contas do passado. Enquanto os dois pobres coitados trocavam insultos, André Luiz perguntava a seu instrutor:

"Não me contive: interroguei-o. Por que os não socorrer com palavras de esclarecimento? O doente parecia-me aflito, enquanto o perseguidor se erguia, agora, mais agressivo. Por que não sustar o braço cruel que ameaçava um infeliz? Não seria justo impedir o atrito, que acarretaria consequências imprevisíveis ao companheiro hospitalizado?

O instrutor ouviu-me, sereno, e respondeu:

- Falaríamos em vão, André, porque ainda não sabemos amá-los como se fossem nossos irmãos ou nossos filhos. Para nós ambos, espíritos de raciocínio algo avançado, mas de sentimentos menos sublimes, são eles dois infortunados, e nada mais. Damos-lhes, no momento, o de que dispomos, isto é, intervenção benéfica no campo de seus sofrimentos exteriores, nos limites de nossas aquisições no domínio do conhecimento. 

Olhou para grande porta próxima e acentuou:

- A providência não foi, porém, esquecida. A irmã Cipriana, orientadora dos serviços de socorro do grupo em que coopero, não pode tardar. 
(...)

- E porque não tentarmos o esclarecimento verbal, agora, a estes nossos amigos? - insisti, ansioso por minha vez, observando os infortunados contendores, que se trocavam insultos e acusações.

- Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro - acrescentou o instrutor tranquilamente. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas. Ora, os nossos desventurados amigos reclamam intervenção no íntimo, para modificar atitudes mentais em definitivo... E nós ambos, por enquanto, apenas conhecemos, sem saber amar...

Nesse momento, alguém assomou à porta de entrada.

Oh! Era uma sublime mulher, revelando idade madura; nos olhos esplendia-lhe brilho meigo e enternecedor. Curvei-me, comovido e respeitoso. Calderaro tocou-me o ombro de leve, e murmurou-me ao ouvido:

- É a irmã Cipriana, a portadora do divino amor fraternal, que ainda não adquirimos.
"

3 comentários:

  1. "se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro"

    Não vou me esquecer disso, jamais. Muito bom , Adriano. Meu abraço. paz e bem.

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  2. Muito bom mesmo, Cacá!

    Temos que agradecer ao André Luiz pela disposição de compartilhar tão belas experiências e ao Chico por trazê-las até o nosso plano.

    Paz e bem para você também.

    Abraços!

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  3. Adorei esse blog ele tem otimos textos depois dê uma olhada no meu blog http://www.derlandreflexivo.blogspot.com/
    E se quiser deixar sujestões e criticas eu irei adorar, pois e sempre bom ouvir quem ja conhece sobre o assunto.

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