sábado, 12 de fevereiro de 2011

A reencarnação em fatos

É difícil acreditar em certas coisas com base apenas em teoria, não é mesmo?! Vejam, portanto, estes dois vídeos não-espíritas sobre reencarnação, os quais narram casos distintos ocorridos nos EUA.



Interessantes essas histórias, não?! Alguns ainda vão dizer que não são provas definitivas da reencarnação. Eu concordo com isso, realmente não se pode afirmar tal coisa apenas com base nestes poucos depoimentos. No entanto, supondo-se então que não exista a reencarnação, como explicá-los?

"Não é novo, dizem alguns, o dogma da reencarnação; ressuscitaram-no da doutrina de Pitágoras. Nunca dissemos ser de invenção moderna a Doutrina Espírita. Constituindo uma lei da Natureza, o Espiritismo há de ter existido desde a origem dos tempos e sempre nos esforçamos por demonstrar que dele se descobrem sinais na antiguidade mais remota. Pitágoras, como se sabe, não foi o autor do sistema da metempsicose; ele o colheu dos filósofos indianos e dos egípcios, que o tinham desde tempos imemoriais. A idéia da transmigração das almas formava, pois, uma crença vulgar, aceita pelos homens mais eminentes. De que modo a adquiriram? Por uma revelação, ou por intuição? Ignoramo-lo. Seja, porém, como for, o que não padece dúvida é que uma idéia não atravessa séculos e séculos, nem consegue impor-se a inteligências de escol, se não contiver algo de sério." - Questão 222 do Livro dos Espíritos, Allan Kardec

Recomendo também que assistam ao filme "Minha vida em outra vida" (Yesterday's Children), um drama baseado em fatos reais lançado nos EUA no ano 2000. Não é um filme espírita.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O poder do amor

O Despertar do Engenheiro surgiu da minha vontade de filosofar sobre assuntos espirituais à luz da razão. Embora eu não utilize o menor rigor científico, pois aqui escrevo o que bem entendo, ainda assim gosto de analisar as coisas de forma mais racional. Esse é o meu jeito de ser.

Mas, como escrevi sobre solidariedade e amor na minha última postagem, quero aproveitar para compartilhar com vocês uma história da qual eu gosto muito. Não tem nada a ver com ciência. Trata-se de um trecho do livro No Mundo Maior, do espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Desde que o li pela primeira vez tenho refletido muito sobre a sua mensagem. Espero que vocês também gostem.

Nesta passagem, André Luiz e Calderaro, seu instrutor espiritual, estão observando dois espíritos. Um deles é um doente encarnado que, no momento, encontra-se desdobrado de seu corpo físico através do sono. O outro é seu obsessor, um inimigo espiritual que está prejudicando a vida dele na tentativa de acertar as contas do passado. Enquanto os dois pobres coitados trocavam insultos, André Luiz perguntava a seu instrutor:

"Não me contive: interroguei-o. Por que os não socorrer com palavras de esclarecimento? O doente parecia-me aflito, enquanto o perseguidor se erguia, agora, mais agressivo. Por que não sustar o braço cruel que ameaçava um infeliz? Não seria justo impedir o atrito, que acarretaria consequências imprevisíveis ao companheiro hospitalizado?

O instrutor ouviu-me, sereno, e respondeu:

- Falaríamos em vão, André, porque ainda não sabemos amá-los como se fossem nossos irmãos ou nossos filhos. Para nós ambos, espíritos de raciocínio algo avançado, mas de sentimentos menos sublimes, são eles dois infortunados, e nada mais. Damos-lhes, no momento, o de que dispomos, isto é, intervenção benéfica no campo de seus sofrimentos exteriores, nos limites de nossas aquisições no domínio do conhecimento. 

Olhou para grande porta próxima e acentuou:

- A providência não foi, porém, esquecida. A irmã Cipriana, orientadora dos serviços de socorro do grupo em que coopero, não pode tardar. 
(...)

- E porque não tentarmos o esclarecimento verbal, agora, a estes nossos amigos? - insisti, ansioso por minha vez, observando os infortunados contendores, que se trocavam insultos e acusações.

- Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro - acrescentou o instrutor tranquilamente. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas. Ora, os nossos desventurados amigos reclamam intervenção no íntimo, para modificar atitudes mentais em definitivo... E nós ambos, por enquanto, apenas conhecemos, sem saber amar...

Nesse momento, alguém assomou à porta de entrada.

Oh! Era uma sublime mulher, revelando idade madura; nos olhos esplendia-lhe brilho meigo e enternecedor. Curvei-me, comovido e respeitoso. Calderaro tocou-me o ombro de leve, e murmurou-me ao ouvido:

- É a irmã Cipriana, a portadora do divino amor fraternal, que ainda não adquirimos.
"