sábado, 24 de julho de 2010

Consciência

Gostei de um artigo que li sobre a consciência, uma das mais novas fronteiras pesquisadas por cientistas de áreas bem distintas, tais como a neurociência, a biologia e a física quântica. Porém, o artigo é um pouco longo, está em inglês e é meio complicado de entender. Vou tentar resumir para vocês da maneira mais simples possível.

Bem, antes de mais nada, é necessário entender que a física quântica estuda o mundo das pequenas partículas, tais como prótons, elétrons, nêutrons e partículas ainda menores. Neste mundo, matéria e energia se confundem, são praticamente a mesma coisa. Ora as partículas se comportam como partículas, ora como ondas eletromagnéticas, tipo a luz. É meio viajante, mas basta entender que a matéria, às vezes, se comporta como se fosse uma luz. Deu para sacar?! Então vamos lá, de volta ao artigo.


O conteúdo que quero repassar a vocês é da geneticista e biofísica de Hong Kong chamada Mae-Wan Ho. Segundo ela, a parte visível do nosso corpo é apenas aquela onde a matéria, na forma de partículas e ondas, é mais densa. No entanto, existem partes invisíveis do nosso corpo, também na forma de partículas e ondas, só que menos densas. Como leigos, poderíamos dizer que há energia fluindo pelo nosso corpo, entrando e saindo dele o tempo todo, o que não está errado, pois já vimos que matéria e energia são praticamente a mesma coisa na física quântica. Sendo assim, a energia expelida pelo nosso corpo, a qual não deixa de ser parte dele, atinge os outros seres vivos. E nós também somos atingidos pelas energias emitidas por eles. Este mecanismo poderia explicar os chamados estados de consciência, aqueles em que parece que nos comunicamos com o universo, que nos fazem sentir parte dele, que nos dão uma sensação de coletividade, de algo superior. Parece esotérico, né?! Mas, mais uma vez, é pura ciência.

Por isso, tomar cuidado com o que sentimos e pensamos é tão importante. Não apenas para o nosso próprio bem estar e saúde, mas também pelo bem estar dos outros. Quem nunca sentiu um clima inexplicavelmente agradável ao chegar em determinado local? Ou, ao contrário, um clima pesado? Sabem, talvez algum dia a gente consiga até medir a poluição de consciência de um determinado ambiente, assim como hoje medimos a poluição do ar. E, da mesma forma que nos policiamos para não poluir, colocando filtros nos escapamentos dos carros e usando energias mais limpas, teremos que serenar os pensamentos para que não poluam o universo, não prejudiquem a nós mesmos, nem nossos semelhantes. Quando nosso mundo estiver mais evoluído, pode ser que esta seja uma questão de responsabilidade e cidadania assim como outra qualquer. Acho possível. E vocês, acham o quê?

3 comentários:

  1. Acho que você tem toda razão, como sempre. Seus textos são ultra-esclarecedores. Até fiz uma propagandinha do seu blog lá no recanto. Espero que ajude muita gente a se encontrar... bjoss infinitos

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  2. Olá, Adriano! Conheci aqui por indicação da Daniele Rodrigue e já posso lhe dizer que vim para ficar. As abordagens que você faz com brilhantismo são de assuntos que muito me interesam. Este texto , por exemplo, está ótimo. Tem uns sentimentos que às vezes a gente atribui à intuição e podem estar mais relacionados a energias que possuímos e nem sabemos ou imaginamos. gostei muito. Abraços. Paz e bem.

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  3. Dani, Cacá, obrigado pelos comentários!

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