sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uma Questão de Conduta

Grande parte das pessoas relaciona o Espiritismo a fenômenos sobrenaturais. É a tia de outra cidade que tem visões. O primo que é medium e conversa com os mortos. A vizinha que toma passes no centro espírita. O fenômeno das mesas girantes que foram profundamente estudados por Allan Kardec. Nosso Chico Xavier que psicografou livros e mais livros com a ajuda de seus guias espirituais. Mas será que estes fenômenos por si só representam o Espiritismo? Antes de responder, quero contar brevemente a vocês como tem sido minha própria experiência.

Comecei a frequentar o centro espírita faz apenas alguns meses. Na verdade, eu já havia me deparado com o assunto várias vezes antes disso, desde que eu era criança. Agora resolvi mergulhar de cabeça. Sabem o que encontrei no centro espírita? Uma porção de pessoas buscando se aperfeiçoar e que, em geral, estudam muito para isso. Minha rotina semanal no centro é simples: ouvir a palestra do dia e tomar passe antes de ir embora. Só isso. Nunca vi um fenômeno fora do comum no centro, nada mágico. Existe o desenvolvimento de trabalhos mediúnicos, mas estes são realizados por grupos fechados formados por pessoas que já avançaram mais em seus estudos. Na verdade, o que logo se vê ao entrar no centro é uma porção de livros!!! Adorei, até comecei um curso recentemente.

Respondendo então a pergunta anterior, ver espíritos, ser medium, tomar passes e ler os romances psicografados não é ser espírita. Os fenômenos relacionados aos espíritos são, na verdade, fenômenos naturais. Só não temos ainda ciência suficientemente desenvolvida para entendê-los. Ser espírita é uma questão de conduta. A conduta de ser bom, humilde e caridoso. Embora seja simples, não é fácil. Portanto, os espíritas estudam o tempo todo, buscando aprimorar constantemente o discernimento entre o bem e o mal e vigiando suas ações e pensamentos com base nisso. Isso é ser espírita. Para quem quiser se aprofundar, sugiro o site do centro que eu frequento: caminhodedamasco.org.br

2 comentários:

  1. belo texto, que, como tantos outros sobre o tema, nos remete a reflexões.

    lembra da propaganda ?
    "é fresquinho porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinho"

    e aí faço a analogia:
    tem boa conduta porque é espirita, ou é espirita porque tem boa conduta ?

    afinal, temos esta tendência de nos rotular para explicar de alguma forma nosso comportamento:

    sou bom, humilde e caridoso porque sou espirita, judeu, muçulmano, hindu, católico, evangélico, ateu ...

    ou será que fomos por este caminho porque este se encaixa com o que pensamos e com o que julgamos coerente e correto ?

    o cuidado mais importante, na minha opinião :
    não confundir obrigação com mérito..
    lembra do politico ?
    "vote em mim porque sou honesto"

    pense nisto.
    a reflexão continua, porque o tema é inesgotável.

    um grande abraço.
    Chiquito

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  2. Boa Chiquito, excelente comentário! Suas idéias sempre trazem novos e valorosos pontos de vista à tona. Obrigado pela atenção e peço que continue participando para enriquecer nossos pensamentos.

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