quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Resenha: Morte

Título: Morte
Autor: Orson Peter Carrara
Editora: Mythos Books
Páginas: 173

Resumo: O que acontece no momento derradeiro? Para onde vamos? Quem irá nos receber? Estas são as principais inquietações sobre a morte que o autor aborda em seu livro, apresentando sua visão sobre alguns casos reais, analisando os diferentes tipos de morte e sustentando seus argumentos por meio de textos doutrinários.

Opinião: Trata-se de um livro de conteúdo adequado para aqueles que querem se iniciar no Espiritismo. A morte é um assunto que naturalmente desperta a curiosidade das pessoas e, de fato, representa uma porta de entrada para os leigos que buscam se aprofundar nos assuntos espirituais. O livro é mais um guia de estudos que uma obra completa em si própria, pois contém diversas sugestões de leitura, e até mesmo de filmes, que são indispensáveis para complementar os conhecimentos. Quem já estuda o Espiritismo há algum tempo pode sentir uma certa sensação de vazio no conteúdo. Contudo, os iniciantes poderão encontrar na obra conforto para suas angústias sobre a morte, assim como dar um primeiro passo para melhor compreender seus papéis como espíritos imortais.

Resenha: Horizonte das cotovias


Título: Horizonte das cotovias
Autor: Ferdinando (espírito)
Medium: Gilvanize Balbino Pereira
Editora: Petit
Formato: 14x21 cm
Páginas: 288

Resumo: por volta do ano 60 antes de Cristo, a Grécia politeísta estava sob domínio romano, povo que também acreditava em vários deuses. Uma família de humildes pescadores israelitas, que vivia em Atenas, foi escravizada. Eles viram seu destino se entrelaçar com os Gracus, família de impiedosos generais de Roma, muito poderosa e influente. Confiantes em seu único Deus, os israelitas atravessaram momentos de extremo sofrimento, porém com resignação, sem nunca perder a fé na justiça divina. Os exemplos que davam aos seus contemporâneos e às gerações seguintes serviriam de preparação para a chegada do Messias.

Opinião:

Logo no início do livro, o espírito Ferdinando agradece a Deus pela oportunidade de narrar uma história real, vivida por ele mesmo e alguns de seus colegas durante a antiguidade. Particularmente, eu gosto das narrativas espirituais misturadas aos fatos históricos. Em geral, elas apresentam descrições muito ricas, contadas por quem realmente as presenciou, contendo detalhes que nunca chegariam até os nossos tempos pelos meios convencionais da História.

O romance é complexo, composto por várias pessoas, de diferentes famílias e gerações. Só para se ter uma idéia, há quatro gerações da família Gracus na história, começando pelo general Titus e passando por seu filho Pompilius, seu neto Octavius e seu bisneto Apolonius. Tal complexidade fez com que, em alguns momentos, a narrativa se tornasse um pouco acelerada e ligeiramente confusa, ainda que isso não tenha gerado prejuízos de entendimento. É verdade que os tais dados históricos que eu estava esperando acabaram ficando sem espaço na trama. Ainda assim, a qualidade do enredo é boa e, mesmo que de forma superficial, é possível ter uma noção das condições e do estilo de vida naquela época.

O foco do livro é nitidamente voltado para os exemplos de fé em Deus e amor ao próximo, repetidamente enfatizados ao longo dos diversos capítulos. Achei que os personagens são idealizados um pouco além da conta, pois são bem diferentes das pessoas comuns, as quais geralmente fraquejam em suas provas e expiações. A conduta impecável de alguns deles me impressionou bastante, principalmente porque o próprio autor afirmou se tratar de uma história real. Contudo, como missionários que estavam preparando a vinda de Jesus, pode até ser que não haja exageros na descrição de suas atitudes. Talvez tenham sido mesmo espíritos de elevado grau de adiantamento, destes que minha limitada condição humana ainda não me permite compreendê-los muito bem. Quem sabe...

Enfim, trata-se de um livro que vale a pena ser lido. Aqueles que esperam uma narrativa histórica além de um bom romance espírita podem se decepcionar um pouco. No entanto, a leitura é bastante agradável e as lições de amor, humildade e resignação são simplesmente irretocáveis.

sábado, 16 de outubro de 2010

A biologia da crença

Bruce Lipton, biólogo americano, descreve em seu livro "A biologia da crença" como as reações químicas dos processos celulares são influenciadas pelos nossos pensamentos. Infelizmente, ainda não tenho esse livro, mas já dei uma olhada no preview disponível no books.google.com. Transcrevo abaixo para vocês um trecho do epílogo que achei bacana. Nele, o autor fala sobre o seu momento "ahá", quando seus estudos científicos ultrapassaram as fronteiras da vida material e evoluiram para o mundo espiritual.

"Sei que para muitas pessoas as conclusões que apresentarei a seguir são meramente especulativas. As que apresentei nos capítulos anteriores são baseadas em mais de 25 anos de estudo de clonagem de células e nas novas e impressionantes descobertas que estão reescrevendo a história de nossa compreensão sobre os mistérios da vida. As conclusões que ofereço neste Epílogo também se baseiam em meu conhecimento acadêmico. Não se trata de mero arroubo ou de fé religiosa. Sei que os cientistas convencionais vão considerá-las inapropriadas porque envolvem a questão do espírito, mas tenho plena consciência de que devo apresentá-las por dois motivos.


O primeiro é uma regra filosófica e científica chamada "a navalha de Occam". Segundo essa regra, quando várias hipóteses são apresentadas para explicar um fenômeno, a mais simples é a que deve ser considerada primeiro. A nova ciência da membrana mágica, em conjunto com os princípios da física quântica, oferece a explicação científica mais simples não apenas para a medicina alopática mas também para a filosofia e prática da medicina complementar e da cura espiritual. Além disso, depois de tantos anos estudando e aplicando a ciência que apresento neste livro, posso assegurar que ela tem o poder de mudar vidas.

A ciência me levou a um eufórico momento de descoberta bem parecido com a conversão espiritual descrita pelos místicos. Lembra-se da história bíblica de Saul, que foi derrubado de seu cavalo por um raio? Bem, não fui atingido por um raio dos céus caribenhos, mas entrei na biblioteca correndo como um louco porque a consciência do processo da membrana foi "baixada" (literalmente um download) em minha consciência durante aquela madrugada e me mostrou que somos todos seres imortais, espirituais e que existimos independentemente de nosso corpo. Foi como se eu ouvisse uma voz dentro de mim dizendo que eu vivia de acordo com preceitos equivocados de que os genes controlam a biologia e que a vida termina quando nosso corpo morre. Tinha passado anos estudando os mecanismos de controle molecular dentro do corpo físico e naquele momento percebi que os "interruptores" que controlam a vida são ligados e desligados por sinais do ambiente... do universo

Você pode achar estranho que um cientista descubra, em meio aos seus estudos, a espiritualidade. Em círculos acadêmicos a palavra "espírito" provoca a mesma reação que a palavra "evolução" nos círculos fundamentalistas. Como se sabe, espiritualistas e cientistas têm visões completamente diferentes da vida. Quando um espiritualista enfrenta problemas, recorre a Deus ou às forças invisíveis para obter ajuda. Já um cientista, vai até seu laboratório ou consultório e toma medicamentos. Só consegue obter alívio por intermédio das drogas.

Posso afirmar categoricamente que a ciência me levou à espiritualidade, pois as descobertas da física e do mundo das células mostram cada vez mais a existência de um elo entre ciência e espiritualidade, duas áreas completamente distintas desde a época de Descartes, há alguns séculos. Mas tenho certeza de que quando as duas forem novamente reunidas teremos um mundo muito melhor."

Observação: os trechos destacados foram grifados por mim.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nosso Lar - O Filme

Estréia nesta semana outro filme espiritualista que vai bombar! Depois do sucesso do filme do Chico Xavier, o filme brasileiro mais assistido de 2010 até o momento, vem aí Nosso Lar. Baseado no livro psicografado pelo próprio Chico Xavier em 1944, o qual já vendeu aproximadamente 2 milhões de exemplares, o filme conta as experiências de André Luiz, um médico respeitado da esfera material que parte desta para melhor e chega na colônia de apoio Nosso Lar depois de algum tempo nas zonas inferiores.

As pré-estréias têm sido lotadas. O filme emociona pessoas de todas as crenças e religiões. Segundo o diretor do filme, Wagner de Assis, o longa não é doutrinário, mas sim se aproveita da filosofia e da riqueza ética da história para encantar os corações do público. Que bom! É assim mesmo que tem que ser. Confiram abaixo o trailer oficial.




Mais informações:
http://www.nossolarofilme.com.br/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Michio Kaku

Vou colocar aqui para vocês os vídeos da entrevista do professor Michio Kaku na BBC em 2005 sobre universos paralelos. Michio Kaku é um físico americano formado em Harvard, onde obteve o primeiro lugar da sua turma de física, e PhD pela Universidade de Berkeley.

Ao assistir à entrevista, notei que algumas de suas idéias sobre o mundo, principalmente as relacionadas a Deus, aos diferentes níveis de desenvolvimento das civilizações e a importância dos próximos anos para que a humanidade consiga fazer a transição para um nível de evolução classificado pela ciência como "Tipo 1", são bastante similares aos ensinamentos dos espíritos contidos nas obras básicas de Allan Kardec. Aos que conhecem tais obras, assistam também e tirem vocês mesmos suas conclusões.



Primeira parte:


Segunda parte:


Terceira e última parte:

sábado, 14 de agosto de 2010

Professor Emérito

Você sabe o que quer dizer professor emérito? Define-se professor emérito como sendo "um título conferido por uma entidade de ensino a seus professores já aposentados que atingiram alto grau de projeção no exercício de sua atividade. É concedido de forma rigorosa aos profissionais que se destacaram em sua área de atuação pela relevância e magnitude de sua produção e atividade científica, desfrutando de grande reconhecimento pela comunidade acadêmica. Trata-se da maior honraria existente hoje no meio acadêmico."

Amit Goswami é Ph.D. em física quântica pela Universidade de Calcutá na Índia, conferencista, pesquisador e professor emérito do departamento de Física da Universidade de Oregon nos EUA. Segundo ele, o universo não é formado apenas de matéria. Pelo contrário, a matéria é governada por algo superior, que ele denomina consciência. Abaixo o trailer do seu filme "O Ativista Quântico", no qual ele busca preencher a lacuna que se formou ao longo dos anos entre Deus e a ciência.


O Lado Direito

Aos 37 anos, Jill Taylor*, uma neurocientista americana muito respeitada, sofreu um AVC, sigla para acidente vascular cerebral, vulgo derrame. Como ela própria diz, este fato representou uma ótima oportunidade para ela que, sendo uma cientista do cérebro, pudesse estudar este problema não apenas exteriormente, mas "de dentro para fora". Sua experiência a tem feito viajar pelo mundo dando palestras sobre a importância de utilizarmos mais o lado direito do nosso cérebro. A saber, o lado responsável pela integração com o universo e pela troca de energia entre as pessoas, conforme ela mesma explica. Abaixo o vídeo de sua apresentação no TED, instituição que promove palestras periódicas de grandes pensadores, das quais já participaram cientistas como Stephen Hawking e celebridades como Al Gore e Steve Jobs. O vídeo está dividido em três partes. Parece longo, mas basta você assistir à primeira parte que não vai conseguir deixar de assistir às outras duas. Curtam!

*Valeu pela dica, Chiquito!

Primeira parte:



Segunda parte:


Terceira e última parte:

sábado, 31 de julho de 2010

Divulgar é Preciso

A Semana do Caminho é o evento de comemoração ao aniversário do centro espírita Caminho de Damasco que vai ser realizado de 2 a 6 de agosto com apresentações de grandes palestrantes e suas abordagens modernas sobre temas atuais da espiritualidade. Fica a dica para quem quiser conhecer um pouquinho mais sobre o assunto.


"O Espiritismo, conforme concepção do próprio Kardec, é uma ciência experimental ou de observação que deriva em uma filosofia de cunho moral. Esta ciência (...) se realiza através do intercâmbio mediúnico com os espíritos, que nada mais são do que todos aqueles que já se desvencilharam do invólucro carnal. E mesmo a filosofia que derivou desse intercâmbio não é nova, mas se encontra dispersa através dos ensinamentos dos principais mestres espiritualistas da humanidade, no ocidente e no oriente (...) Pode-se, pois, ser católico, grego ou romano, protestante, judeu ou muçulmano, e crer nas manifestações dos espíritos, e por consequência, ser Espírita." - Adilson Marques, citando AK

sábado, 24 de julho de 2010

Consciência

Gostei de um artigo que li sobre a consciência, uma das mais novas fronteiras pesquisadas por cientistas de áreas bem distintas, tais como a neurociência, a biologia e a física quântica. Porém, o artigo é um pouco longo, está em inglês e é meio complicado de entender. Vou tentar resumir para vocês da maneira mais simples possível.

Bem, antes de mais nada, é necessário entender que a física quântica estuda o mundo das pequenas partículas, tais como prótons, elétrons, nêutrons e partículas ainda menores. Neste mundo, matéria e energia se confundem, são praticamente a mesma coisa. Ora as partículas se comportam como partículas, ora como ondas eletromagnéticas, tipo a luz. É meio viajante, mas basta entender que a matéria, às vezes, se comporta como se fosse uma luz. Deu para sacar?! Então vamos lá, de volta ao artigo.


O conteúdo que quero repassar a vocês é da geneticista e biofísica de Hong Kong chamada Mae-Wan Ho. Segundo ela, a parte visível do nosso corpo é apenas aquela onde a matéria, na forma de partículas e ondas, é mais densa. No entanto, existem partes invisíveis do nosso corpo, também na forma de partículas e ondas, só que menos densas. Como leigos, poderíamos dizer que há energia fluindo pelo nosso corpo, entrando e saindo dele o tempo todo, o que não está errado, pois já vimos que matéria e energia são praticamente a mesma coisa na física quântica. Sendo assim, a energia expelida pelo nosso corpo, a qual não deixa de ser parte dele, atinge os outros seres vivos. E nós também somos atingidos pelas energias emitidas por eles. Este mecanismo poderia explicar os chamados estados de consciência, aqueles em que parece que nos comunicamos com o universo, que nos fazem sentir parte dele, que nos dão uma sensação de coletividade, de algo superior. Parece esotérico, né?! Mas, mais uma vez, é pura ciência.

Por isso, tomar cuidado com o que sentimos e pensamos é tão importante. Não apenas para o nosso próprio bem estar e saúde, mas também pelo bem estar dos outros. Quem nunca sentiu um clima inexplicavelmente agradável ao chegar em determinado local? Ou, ao contrário, um clima pesado? Sabem, talvez algum dia a gente consiga até medir a poluição de consciência de um determinado ambiente, assim como hoje medimos a poluição do ar. E, da mesma forma que nos policiamos para não poluir, colocando filtros nos escapamentos dos carros e usando energias mais limpas, teremos que serenar os pensamentos para que não poluam o universo, não prejudiquem a nós mesmos, nem nossos semelhantes. Quando nosso mundo estiver mais evoluído, pode ser que esta seja uma questão de responsabilidade e cidadania assim como outra qualquer. Acho possível. E vocês, acham o quê?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Muitas Moradas

Existe vida inteligente fora da Terra? Pergunta que nunca se cala. Os mais céticos dirão que as probabilidades são muito baixas. De fato, a Terra combinou ao longo dos seus 4,5 bilhões de anos uma série intrincada de condições que favoreceram o desenvolvimento da vida como a conhecemos. As chances de um outro planeta apresentar condições semelhantes são remotíssimas. Acho que podemos assumir que a chance é de apenas uma em 1 milhão. Ou talvez menor, uma em 1 bilhão. Ou quem sabe menor ainda, talvez uma em 100 bilhões. Ah, sei lá, vamos dizer que é praticamente impossível, uma chance em 100 trilhões!!! Ainda assim, apesar de tão improvável, será que existem seres extraterrestres inteligentes? 

“Há mais estrelas no céu do que grãos de areia na Terra”. Muitos já devem ter ouvido a célebre frase de Carl Sagan, astrônomo americano falecido em 1996. Vocês já pararam para pensar melhor nela? Se alguém na praia encher a mão de areia e tentar contar os grãos provavelmente vai perder o passeio. Agora imaginem toda a areia das praias e desertos do mundo. Será mesmo que existem mais estrelas que isso?! O tema é polêmico. Já vi estudos falando que a areia ganha, outros confirmando que as estrelas ganham. Contudo, o que importa é que tal comparação nos dá uma idéia das dimensões do universo. Tende ao infinito. Estima-se que há mais de 100 bilhões de galáxias no universo. E cada uma delas contém bilhões de estrelas. Uma pesquisa recente aponta um total em torno de 70 septilhões de estrelas, o número 7 seguido de 22 zeros!!! E a pesquisa considera apenas o que os cientistas chamam de universo observável. Pode haver mais. 

Sabendo-se disso, você apostaria que existe vida inteligente fora da Terra?! Nós chutamos que a chance é de uma em 100 trilhões, não foi? Podemos traduzir isso dizendo que para cada 100 trilhões de estrelas existe uma que contém um planeta com vida inteligente em sua órbita. Fazendo-se as contas podemos concluir que há aproximadamente 700 milhões de planetas habitados. Parece muito?! Eu diria que chutamos baixo nos cálculos. Só para se ter uma idéia, a Via Láctea, contendo “apenas” 200 bilhões de estrelas, tem a nossa Terra. Portanto, meus amigos, apostem todas as suas fichas. Não tem como errar. 

“Há muitas moradas na casa de meu Pai” – Jesus Cristo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cálculos Bíblicos

Esses dias vi um programa na televisão que falava das profecias de Isaac Newton sobre o dia do apocalipse. Para quem não sabe, Newton (1643-1727) foi um dos monstros sagrados da história da ciência, o pai da lei da gravitação universal. É o cara que a maçã caiu na cabeça. Bom, na verdade essa coisa da maçã é só uma lenda, mas o que importa é que o homem realmente foi um gênio. Voltando ao assunto, ele acreditava que Deus havia escondido códigos secretos na Bíblia capazes de revelar informações sobre o final dos tempos. E lá foi ele tentar decifrar. Ele previu, dentre outras coisas, que o mundo não vai acabar antes de 2060. Humm... Eu diria que na função de Nostradamus até que ele se saiu um bom físico ;-)

Curioso notar como um homem que se tornou referência na área das ciências exatas também tenha se lançado com tanto fervor em um assunto típico da fé. E, no fundo, não há incoerência nisso. Newton avançou muito em seus conhecimentos científicos. Q
uanto mais se avança na ciência, mais clara se torna a existência de uma ordem superior. Já vimos em outras postagens que Einstein também admitia a mesma hipótese. Por que então negar que ela existe? Vamos explorá-la!

"A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta" - Isaac Newton

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Buraco

1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5.
Ando por outra rua.

Texto extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Grande Enigma

"Que é Deus? Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas." - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec

"Pode-se levar mais longe a definição de Deus? Definir é limitar. Em face deste grande problema, a fraqueza humana aparece. Deus impõe-se ao nosso Espírito, porém escapa a toda análise. O Ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e pelo espaço. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo." - Programa Fundamental Tomo I - ESDE - FEB

"Não procures Deus nos templos de pedra e de mármore, ó homem que o queres conhecer, e sim no templo eterno da Natureza, no espetáculo dos mundos a percorrer o Infinito, nos esplendores da vida que se expande em sua superfície, na vista dos horizontes variados: planícies, vales, montanhas e mares que a tua morada terrestre te oferece. Por toda parte, à luz brilhante do dia ou sob o manto constelado das noites, à margem dos oceanos tumultuosos, e assim na solidão das florestas, se te sabes recolher, ouvirás as vozes da Natureza e os sutis ensinamentos que murmura ao ouvido daqueles que frequentam suas solidões e estudam seus mistérios.

A Terra voga sem ruídos na extensão. Essa massa de dez mil léguas de circuito desliza sobre as ondas do éter qual um pássaro no Espaço, qual um mosquito na luz. Nada denuncia sua marcha imponente. Nenhum ranger de rodas, nenhum murmúrio de vagas sob seus flancos. Silenciosa, ela passa, rola entre suas irmãs do céu. Toda a potente máquina do Universo se agita; os milhões de sóis e de mundos que a compõem, mundos perto dos quais o nosso vale por uma criança, todos se deslocam, se entrecruzam, prosseguem suas evoluções com velocidades aterradoras, sem que som algum ou qualquer choque venha trair a ação desse gigantesco aparelho. O Universo continua calmo. É o equilíbrio absoluto; é a majestade de um poder misterioso, de uma Inteligência que não se impõe, que se esconde no seio das coisas, e cuja presença se revela ao pensamento e ao coração, e que atrai o pesquisador qual vertigem do abismo.

Se a Terra evolucionasse com estrondo; se o mecanismo do mundo se regulasse com fracasso, os homens, aterrorizados, curvar-se-iam e creriam. Mas, não! A obra formidável se executa sem esforço. Globos e sóis flutuam no Infinito, tão livres quanto plumas sob a brisa. Avante, sempre avante! O rondar das esferas se efetua guiado por uma potência invisível.

A vontade que dirige o Universo se disfarça a todos os olhares. As coisas estão dispostas de maneira que ninguém é obrigado a lhes dar crédito. Se a ordem e a harmonia do Cosmos não bastam para convencer o homem, este é livre no conjeturar. Nada constrange o céptico para ir a Deus.

O mesmo acontece às coisas morais. Nossas existências se desenrolam e os acontecimentos se sucedem sem ligação aparente; mas, a imanente justiça domina ao alto, e regula nossos destinos segundo um princípio imutável, pelo qual tudo se encadeia em uma série de causas e de efeitos. Seu conjunto constitui uma harmonia que o espírito emancipado de preconceitos, iluminado por um raio da Sabedoria, descobre e admira. Que sabemos nós do Universo? Nossa vista só percebe um conjunto restrito do império das coisas. Somente os corpos materiais, à nossa semelhança, a afeta. A matéria sutil e difusa nos escapa. Vemos o que há de mais grosseiro, em tudo que nos cerca. Todos os mundos fluídicos, todos os círculos onde a vida superior se agita, a vida radiosa, se eclipsam aos olhos humanos. Distinguimos apenas os mundos opacos e pesados que se movem nos céus. O Espaço que os separa nos parece vazio. Por toda parte, profundos abismos parecem abrir-se. Erro! O Universo está cheio. Entre essas moradas materiais, no intervalo desses mundos planetários, prisões ou presídios flutuam no Espaço, outros domínios da Vida se estendem, vida espiritual, vida gloriosa, que nossos sentidos espessos não podem perceber porque, sob suas radiações, quebrar-se-iam qual se rompe o vidro ao choque de uma pedra.

A sábia Natureza limitou nossas percepções e nossas sensações. É degrau a degrau que ela nos conduz no caminho do saber. É lentamente, trecho por trecho, vidas depois de vidas, que ela nos leva ao conhecimento do Universo, seja visível, seja oculto. O ser sobe, um a um, os degraus da escadaria gigantesca que conduz a Deus. E cada um desses degraus representa para o ser uma longa série de séculos.

Se os mundos celestes nos aparecessem de repente, sem véus, em toda a sua glória, ficaríamos aturdidos, cegos. Mas, nossos sentidos exteriores foram medidos e limitados. Eles avultam e se apuram à medida que o ser se eleva na escala da existência e dos aperfeiçoamentos. O mesmo se dá com o conhecimento, a possessão das leis morais. O Universo se desvenda a nossos olhos, à proporção que a nossa capacidade de compreender as suas leis se desenvolve e engrandece. Lenta é a incubação das Almas sob a luz Divina."

DENIS, Leon. O Grande Enigma. 14. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.
Primeira Parte. Cap. 5 (Necessidade da idéia de Deus), p. 69.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Três Estágios

Einstein escreveu um ensaio sobre religião e ciência na New York Times Magazine em 1930 no qual ele disse que a religião possui três estágios de desenvolvimento. Deus é entendido de formas diferentes em cada um destes estágios.

O primeiro estágio ele chamou de "Religião do Medo". Era a religião dos primitivos. O medo da fome, o medo do fogo, o medo dos animais, o medo do escuro. Foi o tempo dos rituais de sacrifícios. Deus era considerado severo e vingativo.

O segundo estágio ele disse que foi o da "Concepção Moral de Deus", no qual prevalece o desejo de orientação, amor e apoio. Os evangelhos do Novo Testamento são os grandes símbolos desta fase.

O terceiro estágio Einstein disse que é o do "Sentimento Religioso Cósmico". Segundo ele, é um conceito muito difícil de elucidar para as pessoas que não têm esse sentimento, uma vez que ele não comporta qualquer concepção antropomórfica de Deus. Ele disse ainda que os gênios religiosos de todas as épocas distinguiram-se por esse tipo de sentimento, que não conhece nenhum dogma e nenhum Deus concebido à imagem do homem.

E você, concorda com Einstein? Quem é Deus para você?

sábado, 22 de maio de 2010

Elementos-Força

Ainda são poucos os que têm consciência do poder que existe no ato de rezar. A oração, ou prece, é mais do que resmungar algumas palavras. É muito mais do que simplesmente uma demonstração de fé. Rezar é uma atitude poderosa através da qual temos a oportunidade de ajudar aqueles por quem rezamos de maneira prática. É como dar um copo d'água para quem está com sede. Só que a água pertence ao campo da matéria. O que se oferece com a prece pertence ao campo da energia. Eu acredito que, algum dia, as leis da física ainda vão explicar como tudo isso acontece. Leiam mais sobre os fenômenos da oração no trecho abaixo do livro Os Mensageiros, de autoria de André Luiz e psicografado por Chico Xavier:

"Fizera Ismália nova pausa, agora mais longa. Os olhos umedecidos de pranto. Suave calor, todavia, apossava-se-me da alma. E tão intensa era essa nova sensação de conforto, que interrompi a concentração em mim mesmo, a fim de olhar em torno. Fixando instintivamente o alto, enxerguei, maravilhado, grande quantidade de flocos esbranquiçados, de tamanhos variadíssimos, a caírem copiosamente sobre nós que orávamos, exceto sobre os que dormiam. Tive a impressão de que eram derramados do céu sobre nossa fronte, caindo com a mesma abundância sobre todos, desde Ismália ao último dos servidores. Não cabia em mim de admiração, quando novo fenômeno me surpreendeu.Os flocos leves desapareciam ao tocar-nos, começando, porém, a sair de nossa fronte e do peito grandes bolhas luminosas, com a coloração da claridade de que estávamos revestidos, elevando-se no ar e atingindo as múmias. Ainda aí, reparava o problema da gradação espiritual. As luzes emitidas por Ismália eram mais brilhantes, intensas e rápidas, alcançando muitos enfermos de uma só vez. Em seguida, vinham as fornecidas pelas senhoras do seu círculo pessoal. Depois, tínhamos as de Aniceto, de Alfredo e dos demais. Os servos de corpo obscuro emitiam vibrações fracas, mas visivelmente luminosas. Cada qual, naquele instante de contacto com o plano superior, revelava o valor próprio na cooperação que podia prestar.

Observando-me o assombro, Aniceto falou-me aos ouvidos:

- Na prece encontramos a produção avançada de elementos-força. Eles chegam da Providência em quantidade igual para todos os que se dêem ao trabalho divino da intercessão, mas cada Espírito tem uma capacidade diferente para receber. Essa capacidade é a conquista individual para o mais alto. E como Deus socorre o homem pelo homem e atende a alma pela alma, cada um de nós somente poderá auxiliar os semelhantes e colaborar com o Senhor, com as qualidades de elevação já conquistadas na vida."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

The Clairvoyant

É muito bom ver todo mundo falando de temas relacionados à espiritualidade. São os filmes atualmente em cartaz, a novela das seis, estações de rádio, reportagens, enfim, o tema está na moda. Afinal, quem não tem curiosidade de saber o que acontece depois da morte, não é mesmo? O legal é que tanta repercussão leva as pessoas a se aproximarem dos conceitos que realmente importam: bondade, humildade e caridade. Independentemente de religião, pois estes são princípios universais que todas elas ensinam e que não fazem mal para ninguém.

Que venha então a popularização! Mas ela não começou agora. Por diferentes caminhos, por mais estranhos que eles possam parecer, todo mundo está se aproximando dos conhecimentos do espírito. Querem ver só? Quem gosta da banda Iron Maiden? Eles tocam temas espirituais com muita frequência. Aqueles que curtem, por exemplo, a música The Clairvoyant (O Clarividente), ficam repetindo o conceito de reencarnação sem perceber. Esta música foi lançada em 1988. Vejam abaixo uma comparação com o que está escrito no túmulo do Allan Kardec:

Túmulo do Allan Kardec:

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei"

The Clairvoiyant (O Clarividente) - Iron Maiden

There's a time to live / And a time to die / When it's time to meet the Maker / There's a time to live / But isn't it strange? / As soon as you're born you're dying / I've been reborn again / And again and again

Há um tempo de viver / E uma hora para morrer / Quando é hora de encontrar o Criador / Há um tempo de viver / Mas não é estranho? / Tão logo você nasce está morrendo / Eu nasci de novo / E de novo e de novo

Legal, né?! Na verdade, o conceito de reencarnação é bem velho. Os Druidas, antigos sacerdotes Celtas, já o conheciam, assim como diversos outros povos da antiguidade. Tem muita gente séria falando sobre esse assunto por aí. Vocês podem aprender muito conversando com essas pessoas. Ou ouvindo o Iron Maiden!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Elevando a Moral

Antes de mais nada, devo avisar que o título desta postagem tem um trocadilho proposital em torno da palavra moral. Voltemos brevemente às aulas de Português. Quando no masculino, o moral significa ânimo. Assim, quando se quer, por exemplo, dar apoio a um colega, pode-se dizer: -Amigão, eleve o moral, nada de ficar de cabeça baixa! Contudo, quando no feminino, a moral significa todo um conjunto de normas e condutas que regem as relações de convivência em sociedade. Portanto, o título desta postagem fala de aumentar a moral, ou seja, aumentar a qualidade da conduta. Por que estou escrevendo isso? Porque achei muito curiosa a reportagem do Jornal Nacional que foi ao ar no dia 8 de março. Neste dia, foi apresentada uma pesquisa das Nações Unidas que perguntava: o que precisa mudar para que o nosso país melhore de verdade? Educação foi o item mais votado e concordo com isso. Mas, surpreendentemente para a própria ONU, muitos brasileiros mencionaram que é necessário melhorar a nossa conduta moral. Lembram-se da Lei do Progresso que mencionamos anteriormente? E da Geração Nova? Abaixo o link p/ a reportagem completa do Jornal Nacional.

Veja o vídeo da reportagem

E aí, será que estamos passando por mudanças mesmo? Uma fase de progresso mais acentuado? Tirem suas próprias conclusões e, se puderem, façam seus comentários.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Mantenha o Respeito

Da lista de mandamentos que aprendi quando criança, estou adotando apenas dois para a minha vida: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo. Na verdade, todos os outros mandamentos estão contidos nestes dois. Foi Jesus quem resumiu assim e ficou ótimo! Bem sucinto e objetivo. Está certo que, no início, a gente acaba achando que esse negócio de amar o próximo é meio esquisito, ai, ui, ui. Quando o próximo é da família ou amigo, vá lá. Mas como é que a gente faz para amar as pessoas que nem conhece direito? Que encontramos por aí no dia-a-dia? E amar o inimigo então? Onde já se viu isso?! Eu tinha uma porção de dúvidas. Até que um dia ouvi um palestrante trocar o verbo amar por respeitar.

Respeitar o próximo!!! Não é amar no sentido em que estamos acostumados. Amar a esposa, o marido, o namorado, a mãe, o pai, o tio, a tia, os irmãos, os amigos, o cachorro e o gato. É no sentido de tentar compreender o ponto de vista da outra pessoa. Colocar-se no lugar dela. Não agredir, não maltratar, não diminuir, não falar mal, nem pela frente, muito menos pelas costas. Como você se sentiria se estivesse no lugar do outro? E se também te agredissem, maltratassem, diminuíssem, falassem mal de você, que sentimentos surgiriam no seu coração? Questionar-se sobre isso antes de falar e de agir, assim funciona o mandamento.
                                                                                            
Vale lembrar que não apenas ações e palavras têm força, mas também pensamentos. Assim já dizia a sabedoria das nossas tataravós. Existe até uma questão física envolvida nisso, embora seus mecanismos ainda não sejam completamente conhecidos. Basta lembrar que os pensamentos geram impulsos elétricos no cérebro, que por conseqüência geram campos eletromagnéticos no espaço. A intensidade é baixa. Mas são muitos os pensamentos voando por aí. Os bons espalhando o bem e os maus como que distribuindo bofetadas. Por isso, vigiem seus pensamentos para que sejam sempre bons. Isso faz bem até para a própria saúde! Afinal, acredita-se que maus pensamentos têm influência nociva sobre as defesas imunológicas. Quem já assistiu ao filme A Guerra dos Mundos com Tom Cruise? Ele mostra que só não estamos constantemente doentes devido às nossas defesas. Não podia ser diferente, pois respiramos vírus e bactérias o tempo todo. Então não custa nada manter os pensamentos limpos. Isso vale até para você que não acredita nessas coisas. Ninguém deveria ficar pensando mal dos outros mesmo. Nem os céticos.

Eu sei que não é fácil. Falar é mais simples que fazer. Mas quando em conflito direto com outras pessoas, vamos ao menos tentar nos colocar no lugar delas para compreender suas reações. Ninguém está 100% certo, nem 100% errado. Aposto, sem medo de perder, que todo mundo tem considerável parcela de culpa em qualquer conflito. E quando observamos os arranca-rabos de terceiros, para que tomar partido de um ou de outro?! Na maioria das vezes a gente nem ouve as duas partes! Sem contar que o objetivo é ajudar a minimizar os prejuízos emocionais e não jogar mais lenha na fogueira. Claro que devemos oferecer o ombro aos amigos, sem omissão. Mas demonstrar apoio deixando escapar palavras de ofensa aos “adversários” só atrapalha. Isso é desrespeitar os "inimigos". Capiche?! As críticas inflamam o ódio. Por que incentivar sentimentos negativos em quem a gente gosta? Para fazer a pessoa ficar mais brava? Ficar triste? Adoecer? Desnecessário. Para ajudar de verdade, temos que estimular pensamentos de paz, compreensão e carinho.

Pessoal, incentivar a discórdia é como atiçar os galos numa rinha de briga. Se os nossos galos forem perdedores, eles vão se machucar. E se os nossos galos forem vencedores, também!!! Por isso temos que acabar com as rinhas. Promover o respeito mútuo. O amor ao próximo como gostaríamos nós mesmos de recebê-lo. Não basta ficar repetindo que “nós perdoamos a quem nos tem ofendido” da boca para fora. Chega de brincar de papagaio. Vamos colocar em prática!

terça-feira, 16 de março de 2010

Chico Xavier - O Filme

Pessoal, também é possível aprender sobre espiritualidade no cinema. Abaixo o trailer do filme do Chico Xavier que estréia em 2 de abril, dia em que ele completaria 100 anos se estivesse vivo. Ou melhor, se estivesse encarnado. Recomendo!

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Geração Nova

Na nossa última postagem vimos que dificilmente teremos uma catástrofe apocalíptica em 2012, conforme opinião de cientistas sérios da Nasa. Vejamos agora o que disse Allan Kardec no século XIX sobre o período pelo qual passaríamos em futuro breve:

"Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.

A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar- se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.

Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.

Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: "Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido". Assim, decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.

A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares."

Extraído do livro A Gênese, de Allan Kardec, páginas 529 e 530.

domingo, 7 de março de 2010

2012 está chegando!

Muito se tem falado recentemente sobre um possível apocalipse em 2012, o qual poderia acontecer devido a um alinhamento entre a Terra, o Sol e o centro da Via Láctea, fato que coincide diretamente com uma profecia relacionada ao final do calendário Maia. O alinhamento poderia gerar forças gravitacionais e magnéticas elevadíssimas, ocasionar tempestades solares severas e alterações catastróficas no clima da Terra. Fui então investigar um pouco mais para desenvolver minha própria opinião sobre o que há de possível verdade em tudo isso. Mas creio que não tenho boas notícias aos fatalistas de plantão. Por exemplo, vocês sabiam que o alinhamento galáctico acontece todo ano?! Pois é, cientistas da Nasa derrubaram este e mais cinco mitos sobre o final dos tempos. Leiam a reportagem completa em http://bit.ly/b90BcQ.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sabotagem do futuro?!

Uma dupla de cientistas bastante renomados levantou uma hipótese curiosa para os problemas enfrentados recentemente pelos aceleradores de partículas do mundo inteiro na busca pelo Bóson de Higgs. Segundo Holger Nielsen, do Instituo Niels Bohr em Copenhagen, e Masao Ninomiya do Instituto Yukawa em Quioto, pode estar havendo uma sabotagem vinda do futuro!!! Acontece que a partícula pode ser tão repulsiva que sua críação geraria uma distorção temporal mais ou menos como se um viajante do tempo voltasse ao passado para matar o próprio bisavô. Ficou curioso!? Leia a reportagem completa no site do Terra em http://bit.ly/9kA1f7.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Partícula de Deus

Bóson de Higgs. Este é o nome da sub-partícula ainda hipotética do átomo que vem sendo chamada de Partícula de Deus. Espera-se que ela seja a partícula fundamental responsável por explicar como a matéria se organiza no universo. Teoricamente, se não fosse por ela, os objetos sólidos seriam meros fantasmas de luz.

É para comprovar sua existência que foi construído o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider). Esta máquina gigantesca custou 3 bilhões de euros, tem 27 quilômetros de circunferência e foi construída a 100 metros de profundidade na fronteira entre a Suiça e a França. O Bóson de Higgs é muito efêmero, ele se combina rapidamente para formar outras partículas. Para observá-lo durante uma brevíssima fração de tempo, seré necessário acelerar protons até quase à velocidade da luz e chocá-los uns contra os outros para que se quebrem em sub-partes. O experimento é tão complexo que gera níveis de energia em torno de 7 trilhões de Volts e recria condições semelhantes ao Big Bang, a explosão que deu origem a todas as coisas.

O LHC já está sendo colocado em funcionamento novamente, depois de um longo período parado devido a uma quebra. Seus níveis de energia serão incrementados gradualmente, mas é possível que ainda neste ano tenhamos notícias do Bóson de Higgs. Alguns cientistas acreditam que pode estar aí a explicação para a matéria escura e a energia escura.

Mais uma vez, vamos comparar com o Livro dos Espíritos:

30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?

“De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.”

32. De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?

“Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.”

 33. A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?

“Sim e é isso o que se deve entender quando dizemos que tudo está em tudo!”


É para se pensar... Se a ciência está perto de descobrir o Bóson de Higgs, se teremos condições de entender melhor a matéria escura e a energia escura, se o mundo espiritual é formado por "substâncias" que escapam dos nossos sentidos e são derivadas de um tal fluido cósmico universal, então creio que todas essas coisas podem estar relacionadas. Acredito que teremos uma era de grandes descobertas daqui para frente, não apenas no campo da ciência, mas também no campo da espiritualidade. Neste sentido, quero encerrar com uma poesia que encontrei na internet sobre o assunto:

Titulo: Bóson de Higgs
Autor: Marcelo Roque
Acelero versos
como quem acelera partículas
Recrio silêncios e explosões
preencho com formas, supostos vazios
para que então,
nas entrelinhas das descobertas,
na ante-sala do Éden,
eu possa por fim
redescobrir a mim mesmo

terça-feira, 2 de março de 2010

Matéria Escura

Falemos um pouco de cosmologia. Uma das coisas que mais intriga os cientistas atualmente é um tipo de matéria denominada matéria escura. Embora ninguém saiba direito o que é, o modelo cosmológico mais aceito pela ciência diz que a matéria escura compõe cerca de 23% da densidade de energia do universo. O restante é energia escura (73%), que também é um mistério para os estudiosos, e matéria bariônica (4%). É nesta última que estão contidas todas as galáxias, estrelas, cometas, planetas e todo o restante dos corpos celestes conhecidos, inclusive nós mesmos :)

A matéria escura não emite luz nem nenhuma outra forma de radiação. Ela apenas interage gravitacionalmente deformando o espaço-tempo postulado por Einstein em sua Teoria Geral da Relatividade. Teóricos já dizem que ela determina a estrutura geral do universo, formando uma espécie de esqueleto em torno do qual se agrupa toda a matéria convencional. Ela preenche tudo o que antes se pensava ser apenas vácuo.

Eu gosto de comparar estas recentes descobertas da ciência com o que a filosofia e a religião dizem desde algum tempo atrás. Vejam só: René Descartes, filósofo, físico e matemático que viveu no século XVII - o cara que inventou os eixos cartesianos - dividia a realidade em duas substâncias, uma que ele chamava de res cogitans (consciência) e outra denominada res extensa (matéria). Ele imaginava que a res extensa era uma espécie de manto universal a partir do qual se originavam todas as coisas. E o Livro dos Espíritos, escrito por Allan Kardec em 1857 no formato de perguntas e respostas, diz o seguinte sobre as propriedades da matéria:

22. Define-se geralmente a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?

Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria

29. A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?

“Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada.”

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no espaço universal?

Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.

Tem a ver... não tem?! Para quem ficou curioso e quiser se aprofundar, basta procurar o termo "matéria escura" no Google que tem um montão de sites falando dela. Também recomendo ficar de olho nos canais da National Geographic, Discovery Channel e History que de vez em quando passam programas legais sobre esse assunto. E bom aprendizado!

segunda-feira, 1 de março de 2010

O luxo nos torna egoístas?

Pessoal, segue dica de uma entrevista interessante. Saiu recentemente na Revista Época. É de um professor da Universidade Harvard nos Estados Unidos que percebeu que uma reunião feita numa sala modesta pode levar a conclusões distintas daquelas a que o mesmo grupo de pessoas chegaria se estivesse rodeado de telões de plasma e pisando sobre mármore. De certa forma, este tema está relacionado à Lei do Progresso, a qual aponta o orgulho e o egoísmo como as principais barreiras para a evolução. Para quem quiser ler a entrevista, segue o link: http://bit.ly/945LnJ.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lei do Progresso

Como mencionei a Lei do Progresso em uma postagem anterior, resolvi então tentar explicar um pouco melhor do que se trata. Como não sou nenhum grande especialista, vou explicar do meu jeito :--) Darei foco em alguns poucos pontos, os quais considero mais importantes. Embora o assunto tenha seu grau de dificuldade, tentarei ser bastante simples para facilitar o entendimento.

De modo geral, a Lei do Progresso fala sobre a marcha de todos os seres rumo à evolução. Contida no Livro dos Espíritos, ela menciona temas como civilização e legislação, abordando aspectos relacionados aos indivíduos e aos povos. Mas como se dá o progresso? Há dois tipos: o progresso intelectual, que acaba acontecendo mais rápido, e o moral. Avançando em intelecto, mas ainda ligadas a sentimentos tais como orgulho e egoísmo, as pessoas adquirem melhores condições materiais. Acumulam patrimônio, aproveitam a vida, enfiam o pé na jaca. É então que surge um baita vazio no peito. Dinheiro não traz felicidade, né?! Como consequência, as pessoas passam a buscar alegria junto da família, dos amigos, começam a ajudar os outros. Olha aí o progresso moral!!! E sabem por que o progresso intelectual vem antes? É ele que torna mais compreensíveis o bem e o mal. Como temos o direito ao livre-arbítrio, somos nós mesmos os responsáveis por escolher pensamentos e atitudes. "O homem está condenado à liberdade", já dizia o filósofo francês Sartre. A evolução moral está em escolher cada vez melhor, acertar mais e errar menos. Este é o mecanismo do progresso.

Bem, amigos! Espero que eu tenha sido claro e colaborado com a compreensão de vocês. Para finalizar, eu gostaria apenas de dizer que o processo todo de evolução ocorre em encarnações sucessivas em diferentes mundos ao longo de muito e muitos anos. Mas reencarnação e pluraridade de mundos são temas tão abrangentes que merecem suas próprias postagens. Fica pra próxima!

Uma Questão de Conduta

Grande parte das pessoas relaciona o Espiritismo a fenômenos sobrenaturais. É a tia de outra cidade que tem visões. O primo que é medium e conversa com os mortos. A vizinha que toma passes no centro espírita. O fenômeno das mesas girantes que foram profundamente estudados por Allan Kardec. Nosso Chico Xavier que psicografou livros e mais livros com a ajuda de seus guias espirituais. Mas será que estes fenômenos por si só representam o Espiritismo? Antes de responder, quero contar brevemente a vocês como tem sido minha própria experiência.

Comecei a frequentar o centro espírita faz apenas alguns meses. Na verdade, eu já havia me deparado com o assunto várias vezes antes disso, desde que eu era criança. Agora resolvi mergulhar de cabeça. Sabem o que encontrei no centro espírita? Uma porção de pessoas buscando se aperfeiçoar e que, em geral, estudam muito para isso. Minha rotina semanal no centro é simples: ouvir a palestra do dia e tomar passe antes de ir embora. Só isso. Nunca vi um fenômeno fora do comum no centro, nada mágico. Existe o desenvolvimento de trabalhos mediúnicos, mas estes são realizados por grupos fechados formados por pessoas que já avançaram mais em seus estudos. Na verdade, o que logo se vê ao entrar no centro é uma porção de livros!!! Adorei, até comecei um curso recentemente.

Respondendo então a pergunta anterior, ver espíritos, ser medium, tomar passes e ler os romances psicografados não é ser espírita. Os fenômenos relacionados aos espíritos são, na verdade, fenômenos naturais. Só não temos ainda ciência suficientemente desenvolvida para entendê-los. Ser espírita é uma questão de conduta. A conduta de ser bom, humilde e caridoso. Embora seja simples, não é fácil. Portanto, os espíritas estudam o tempo todo, buscando aprimorar constantemente o discernimento entre o bem e o mal e vigiando suas ações e pensamentos com base nisso. Isso é ser espírita. Para quem quiser se aprofundar, sugiro o site do centro que eu frequento: caminhodedamasco.org.br

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lavar a Louça

Pessoal, abaixo um texto que enviei para alguns sites e jornais espíritas para ver se alguém publicava, mas ninguém publicou nem deu a menor bola. Tudo bem, não tem problema, agora está publicado aqui. Abraços e boa leitura :--)

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Não é de hoje que tenho prestado mais atenção às minhas reações ao cotidiano. Homens em geral, e comigo não havia de ser diferente, passam boa parte da vida buscando a glória das grandes realizações. Ser o melhor nos estudos, na empresa, atingir altos cargos, receber grandes montantes, ser reconhecido, invejado. – Que orgulho de mim mesmo! Assim dizem e se esbaldam na admiração que recebem de seus iguais, tal qual se lambuzam crianças em sorvete. Fazem-no até, de certa forma, inconscientemente. Quase que despercebidos das intermináveis horas de ausência no lar, das atenções apenas contadas vezes dispensadas aos mais queridos, dos momentos de intolerância, das bravezas e indelicadezas. É de repente que ganha principal importância uma salvadora inquietação. – Será mesmo este o caminho?

Lá em casa estávamos há tempos precisando dividir as tarefas domésticas. Não era correto que minha querida esposa arcasse sozinha com tantas atividades. Marido, dois filhos pequenos, cachorro, casa, empresa, minha nossa! Fizemos então uma divisão mais justa. A mim foi atribuída a tarefa de lavar toda a louça após as refeições. Até que assumi a responsabilidade com bom grado. De iniciativa própria, coloquei-me à disposição. – Deixa que eu lavo! Imaginei que poderia haver algum aborrecimento, mas que seria suportável. Iniciei então no mesmo dia.

Desde lá, inesperado sentimento vem crescendo. Não podia imaginar o bem que a lavação me seria. Cadê o aborrecimento? O trabalho é solitário, é verdade. E raro se espera que as panelas, pratos e talheres fiquem tão sujos. Não que eu nunca tivesse me colocado a lavar louças, tal fato já me era sabido. A diferença é que passei a me deliciar com as preciosidades que sempre estiveram por ali escondidas. Que maravilhas! A humildade ao tomar os serviços diariamente após as refeições. A paciência, antes pouco cultivada, surgindo para me ajudar a retirar as sujeiras dos cantinhos. O respeito à água, um líquido tão sagrado, escoando por entre os dedos. O carinho ao conferir a qualidade da limpeza. A alegria em servir à minha família. É tanta que, às vezes, até começo a cantarolar durante os afazeres.

Confesso, entretanto, que me surpreendeu minha própria transformação. Passei tanto tempo admirando famosos atletas, executivos e líderes da história. Lutei para cravar meu nome junto ao deles. – Será que não vão colocar minha foto nem no jornalzinho da empresa? Sonhei intimamente, por anos a fio, em conceder entrevistas à imprensa. Ainda vejo as chances, bastaria agarrá-las. Creio que percebi em tempo, porém, a fútil ilusão. As maiores realizações estiveram sempre tão pertinho. Ajudar a família, os amigos, os mais próximos. E não foi por falta de aviso que insisti durante anos na ignorância, pois minha querida esposa constantemente me alertava com sábios dizeres. Hoje verdadeiramente compreendo, de coração, que ela estava certa. Não tenho como agradecer a Deus a inspiração que me levou a absorver lição tão doce. Só peço que me ilumine e permita avançar por este que, sem dúvida, é o único caminho possível. Lavar a louça.

Fé?! Eu quero raciocinada!


Amigos! Fui buscar no Espiritismo um tema muito especial para o nosso blog, a fé raciocinada. Vocês sabem o que é isso? Significa que não basta ter fé, mas que devemos também compreender a fé. Em outras palavras, a gente tem sempre que entender o que está fazendo, mesmo quando se trata de religião. Isso é fé raciocinada. E como a linha principal do nosso blog está na dupla espiritualidade e razão, então o assunto veio bem a calhar para as postagens iniciais.

Este conceito teve um forte impacto em mim. Posso ser sincero? Eu não dava a mínima para religião antes de conhecer a fé raciocinada. Essa rebeldia começou quando eu era criança. De forma intuitiva, pequenino ainda, minhas buscas por Deus e pela espiritualidade se iniciaram. Eu me lembro de ter feito perguntas bastante embaraçosas aos adultos sobre a criação do mundo. Aliás, já entendi que Deus criou todo o universo, mas alguém pode me dizer de onde Ele nasceu? Hahaha. Eram perguntas embaraçosas mesmo. E, como não podia deixar de ser, ficaram sem respostas. Aliás, não sei se tem muito a ver, mas foi nessa mesma época em que, apesar da pouca idade, ganhei da minha família o troféu de chato. Eu o carrego até hoje comigo - e ninguém tasca!!! Hehe. A rebeldia foi crescendo, a indiferença à religiosidade aumentando. Eu era um morto-vivo nas aulas de religião na escola, só seguia o script para não ficar de fora da turma. Acabei então criando minhas próprias teorias sobre o bem e o mal, as Leis de Adriano Bello. Fiquei orgulhoso e arrogante. Então, graças ao mesmo Deus misericordioso que eu ignorava, descobri a fé raciocinada e comecei a estudar a espiritualidade.

Hoje entendo humildemente que existem leis sagradas que regem absolutamente tudo o que acontece no Universo e isso é independente do fato de eu as conhecer ou não. Se a busca pela verdade fosse uma corrida, então a religião dispararia na frente. Pregando bondade, humildade e justiça, a religião coloca todo mundo no caminho correto. Mesmo sem saber direito o porquê, as pessoas tentam seguir os princípios, e isso é ótimo! A filosofia vem logo atrás, com suas sábias indagações a respeito de tudo. E a ciência vem na lanterna, por último, colocando ordem nas coisas, equacionando, experimentando e provando por A mais B o que, muitas vezes, as religiões e as diferentes correntes filosóficas já diziam de uma forma ou de outra. Só para dar um exemplo, sem querer me estender nem causar polêmica, mas o Espiritismo define um tal de fluido cósmico universal desde o século dezenove. E, para aqueles que ainda não assistiram no Discovery Channel ou na National Geographic um dos vários programas científicos que falam sobre a matéria escura e a energia escura do universo, então eu recomendo que vejam. Sabe do que se trata? É a ciência, dois séculos depois, realizando seu nobre, incansável e meticuloso trabalho de colocar os pingos nos i’s.

Se acreditar por acreditar é como seguir por uma trilha escura, então se pode dizer que conhecimento e entendimento trazem luz ao caminho. Embora o caminho seja sempre o mesmo, quando ele está iluminado é mais fácil evitar os tropeções, as saídas sem querer da rota, é possível ver com clareza os perigos e, além de tudo isso, também atingimos mais depressa o destino. Destino de nos tornarmos pessoas melhores, mais bondosas, mais humildes e mais caridosas. É isso o que a fé raciocinada tem me proporcionado. Um coração que, aos pouquinhos, vai amolecendo sob o calor da brilhante luz divina do conhecimento. Eu vou chegar lá, embora eu ainda não saiba direito onde seja. Todos nós chegaremos, sem exceção. Esta é a inexorável Lei do Progresso, não há como ser diferente. Tenham fé!

Fiquem com Deus.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Despertar do Engenheiro

Como um engenheiro, naturalmente questionador e movido pela razão, encara as questões da espiritualidade? Parece que razão e espiritualidade são coisas que não se misturam, não é mesmo? Pois é... Acontece que, para mim, estas duas coisas estão caminhando juntas já faz algum tempo. Decidi então compartilhar meus pensamentos com vocês para checar suas opiniões. Vou escrever sobre religião, história, filosofia, ciência, esoterismo, enfim, vou fazer uma salada com todos os assuntos. Mas tudo o que eu escrever aqui representa uma opinião absolutamente pessoal, combinado? E não se intimidem com o fato de eu usar a figura do engenheiro para representar a razão, quero ver todo mundo lendo e comentando os textos sem discriminações. A única condição é se livrar dos preconceitos e deixar a mente voar.